Regressão e Relembrança

Para iniciarmos este assunto temos que primeiramente esclarecer alguns paradigmas. Muitas pessoas vêm na regressão alguns riscos que precisam ser comentados, o primeiro é que a pessoa pode continuar naquele estado ou “tempo” que está sendo vivenciado no transe; temos que dizer que ninguém vai a lugar algum em tempo nenhum que não seja o mesmo que está passando junto com o terapeuta, ou seja, O AGORA. A regressão permite o acesso a memórias que estão armazenadas em uma região do cérebro que em estado de vigília é de difícil acesso.

O que o processo permite é de nos lembrar de situações mais antigas que hoje não conseguimos acessar. O que se discute, e que se precisa tomar muito cuidado, é que nossa mente nem sempre nos traz uma memória verdadeira, muitas vezes esta memória vem da interpretação do fato quando tínhamos determinada idade. Por exemplo: um velho de barba, mal encarado poderia nos representar um monstro. Portanto, o que importa neste processo não são tanto as imagens e os fatos, mas sim como as pessoas SENTIAM o que estava acontecendo. É este sentimento que permite a pessoa resgatar e se encontrar, percebendo com a mente de hoje que aquele velho maltrapilho não era um monstro.

A diferença básica entre regressão e relembrança consiste no fato de que na regressão a pessoa passa a realmente viver as emoções com as reações de como se estivesse com determinada idade; por exemplo: falar, escrever, andar como criança. Segundo alguns autores é a pessoa adulta se comportando como criança. Na relembrança a pessoa continua com o seu comportamento atual, porém sentido as emoções e relembrando as suas vivências, porém sem agir como tal. Particularmente utilizo mais a segunda metodologia, pois permite à pessoa intervir em suas próprias lembranças. A dissociação também se torna mais simples, caso seja necessária.

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